Pela primeira vez na história do Brasil, aqueles que lideraram uma tentativa de golpe, neste caso fracassado, foram julgados e condenados pelos seus crimes. Num país com uma longa história de golpes e também de impunidade a esses golpistas, as condenações são motivos de comemoração, especialmente de todas as pessoas que sofreram diretamente por conta dessa escória e que esperavam punição a Bolsonaro e aos seus seguidores. Por outro lado, não podemos colocar toda nossa confiança no STF e temos que lembrar que a única forma de garantir que a sentença seja realmente aplicada é com pressão de baixo, mobilização e lutas da nossa classe.
Os jovens que são atraídos pelo Die Linke terão de tomar a iniciativa de se organizar e promover as lutas necessárias, sem fazer concessões à extrema-direita ou ao capitalismo em crise. Somente dessa forma eles poderão virar a maré nas frentes socioeconómicas, ecológicas e opressivas, incluindo a opressão racista e colonial da Palestina.
– Artigo do jornal número 7 (Janeiro /Fevereiro de 2025) do coletivo Luta pelo Socialismo, à venda na manifestação “Não nos encostem à parede!” de 11 de Janeiro em Lisboa – A intervenção policial vergonhosa contra os trabalhadores da Rua do Benformoso, em Lisboa, é uma consequência direta da normalização do discurso de ódio xenófobo ...
O ano de 2024 foi apreensivo e desanimador para as pessoas de esquerda ou progressistas no Brasil. No meio de tantas crises, como a ambiental, e a necessidade de transformação social, os conservadores e a direita foram os grandes vencedores das eleições municipais. Além disso, houve a vitória eleitoral acachapante de Trump nos EUA, alertando para o retorno da extrema-direita, a mesma que tentou um golpe de estado no nosso país. Apesar de tudo isso, a esperança de mudança continua de pé e a esquerda e a classe trabalhadora continuam analisando esses acontecimentos, mas com a condição que essas análises possam virar ação para transformar radicalmente a nossa sociedade.
Precisamos de construir um movimento no espírito da luta contra a reforma das pensões, que combine a força considerável do movimento laboral organizado, graças à arma da greve reconduzível, com a vontade corajosa e inspiradora de lutar por mudanças fundamentais em benefício dos jovens e das pessoas oprimidas, o que pode estimular a luta de classes como um todo.
Votar à esquerda não é uma alternativa à luta. É preciso construir um movimento no espírito da luta contra a reforma das pensões, que combine a força considerável do movimento operário organizado, graças à arma da greve reconduzível, com a vontade corajosa e inspiradora de lutar por mudanças fundamentais em benefício dos jovens e dos oprimidos, que pode estimular a luta de classes como um todo.
Só será possível reverter essa ofensiva da direita apostando nas lutas e rompendo com os limites e as alianças com a direita defendidas pelo próprio governo Lula em nome de uma ilusória governabilidade.
Todos os que querem evitar a aplicação dos planos da Direita e da extrema-direita deverão votar, como em eleições anteriores, na Esquerda parlamentar sem ilusões quanto a poder resolver os problemas da classe trabalhadora através do voto.
Embora seja correto, dada a falta de alternativa, viabilizar um governo do PS para impedir um governo de Direita, e não seja mentira que os anos da Geringonça (2016-2019) trouxeram melhores notícias para a classe trabalhadora que os últimos anos, há que retirar as devidas lições dessa experiência.