Preparamo-nos para uma revolução que acabe com o capitalismo, o imperialismo e as guerras, lutando contra todas as formas de exploração e opressão que este sistema doentio e as suas crises produzem. Participamos no Projeto para uma Internacional Marxista Revolucionária, uma rede internacional de trabalhadores e jovens revolucionários presente em mais de 25 países em todos os continentes, bem como na ROSA Internacional – Movimento Feminista Socialista. Contacta o nosso grupo em Portugal para discutir estas ideias e a construção a nível internacional de uma sociedade onde a economia é planificada democraticamente, o socialismo!
Apesar da dramática agressão dos EUA em Caracas e da propaganda imperialista, a classe trabalhadora na Venezuela e na América Latina saiu às ruas para denunciar o sequestro de Nicolás Maduro. Mas, acima de tudo, para defender as conquistas do Chavismo e da Revolução Bolivariana, e para se opor à ameaça que a intervenção representa para todos aqueles que ousam desafiar a vontade do imperialismo norte-americano.
No dia 9 de dezembro de 1987, a Primeira Intifada irrompeu no campo de refugiados de Jabalia, na Faixa de Gaza, depois de quatro trabalhadores palestinianos terem sido mortos num acidente provocado por um camionista israelita. Durante quase quatro anos, as forças israelitas foram incapazes de esmagar um movimento que consistiu maioritariamente em greves, desobediência civil, manifestações de massas e barricadas, em grande parte não violentas.
Para assinalar o aniversário do início da Intifada, republicamos um artigo do destacado marxista irlandês Peter Hadden. Foi escrito em fevereiro de 1988, enquanto a Intifada ainda se desenrolava. À luz dos horrores dos últimos trinta anos e do genocídio em curso, algumas das formulações seriam hoje desenvolvidas de forma mais aprofundada; ainda assim, o texto não só continua relevante, como constitui uma contribuição importante para o debate sobre o caminho a seguir pelo movimento palestiniano hoje.
Só através da auto-organização política da classe trabalhadora e da juventude palestiniana, em ação conjunta com a classe trabalhadora organizada do Médio Oriente e do Norte de África, será possível enfrentar o imperialismo e os regimes capitalistas — bem como aqueles que traíram a luta palestiniana ao longo da sua história — e construir um verdadeiro movimento revolucionário pela libertação da Palestina.
É por isso que a solidariedade internacional é absolutamente crucial e precisa de ser reforçada. A máquina de guerra imperialista-sionista, responsável pelo genocídio, tem de ser travada para que o povo palestiniano possa realizar a sua própria libertação. A sua vitória seria uma vitória para a classe trabalhadora e para os oprimidos de todo o mundo.
A França está em turbulência. A esperada queda de Bayrou, a 8 de setembro, não arrefeceu o ânimo para a mobilização “Vamos bloquear tudo” dois dias depois, já que as questões em jogo são muito mais profundas. Pelo contrário, na noite de segunda-feira, as pessoas reuniram-se em frente às câmaras municipais para celebrar e preparar as ações de quarta-feira, vistas como um ensaio para o dia de greve de 18 de setembro.
Pela primeira vez na história do Brasil, aqueles que lideraram uma tentativa de golpe, neste caso fracassado, foram julgados e condenados pelos seus crimes. Num país com uma longa história de golpes e também de impunidade a esses golpistas, as condenações são motivos de comemoração, especialmente de todas as pessoas que sofreram diretamente por conta dessa escória e que esperavam punição a Bolsonaro e aos seus seguidores. Por outro lado, não podemos colocar toda nossa confiança no STF e temos que lembrar que a única forma de garantir que a sentença seja realmente aplicada é com pressão de baixo, mobilização e lutas da nossa classe.
Mal tinham passado duas semanas desde que a Indonésia explodira em protestos de massas, e já é agora a vez do Nepal enfrentar a fúria da sua juventude.
Na segunda-feira, 9 de setembro, Katmandu e outras grandes cidades —incluindo Pokhara, Butwal, Bharatpur, Itahari, Biratnagar, Janakpur, Hetauda e Nepalgunj— foram varridas por uma vaga de manifestações, convocadas por grupos que se identificam como “Geração Z”, após o governo liderado por KP Sharma Oli ter imposto de um dia para o outro a proibição de 26 plataformas de redes sociais.
A destruição do Estado de Apartheid israelita não é apenas responsabilidade dos trabalhadores da Ásia Ocidental. É ainda mais responsabilidade dos trabalhadores das potências imperialistas que criaram, apoiaram e armaram Israel para defender o seu saque da região. A menos que as organizações operárias lutem pela libertação da Palestina, não serão capazes de lutar de forma eficaz pela verdadeira libertação dos seus próprios membros.
Estas mobilizações expressaram não apenas indignação perante os “excessos” parlamentares, mas uma raiva profunda contra um sistema assente em desigualdades estruturais, na pilhagem das elites e no crescente autoritarismo do Estado – tudo à custa dos milhões que lutam para sobreviver. As instituições do regime são vistas como tão apodrecidas e indignas de confiança que os manifestantes têm exigido “Bubarkan DPR” — a dissolução do próprio Parlamento.
A 21 de agosto de 1940, o agente estalinista Ramón Mercader assassinou Leon Trotsky. Trotsky, Lenine e a direção bolchevique gastaram tempo e preciosos recursos do nascente Estado operário para fundar a Internacional Comunista em 1919 e Trotsky opôs-se à política de Stalin do “Socialismo num só país” – que falsamente exaltava a derrota e o isolamento como vitória, em benefício da casta burocrática que se ergueu no poder, banqueteando-se sobre o cadáver da revolução mundial.
No meio dos tiroteios e bombardeamentos implacáveis e indiscriminados que aterrorizam o povo de Gaza, o Estado de Israel gerou a fome, tornando Gaza aquilo que as Nações Unidas chamaram de “o lugar mais faminto da Terra”, onde “a fome bate a todas as portas”. Pelo menos 113 pessoas morreram de fome, número que só aumentará nas próximas semanas se o regime sionista, apoiado pelo imperialismo dos EUA, mantiver o bloqueio total da Faixa.
Os trabalhadores, com o apoio e facilitação dos sindicatos, devem unir-se para discutir como podem agir, incluindo a recusa em manusear todos os bens e serviços israelitas e os produtos de quaisquer empresas cúmplices no genocídio.