Preparamo-nos para uma revolução que acabe com o capitalismo, o imperialismo e as guerras, lutando contra todas as formas de exploração e opressão que este sistema doentio e as suas crises produzem. Participamos no Projeto para uma Internacional Marxista Revolucionária, uma rede internacional de trabalhadores e jovens revolucionários presente em mais de 25 países em todos os continentes, bem como na ROSA Internacional – Movimento Feminista Socialista. Contacta o nosso grupo em Portugal para discutir estas ideias e a construção a nível internacional de uma sociedade onde a economia é planificada democraticamente, o socialismo!
Precisamos de uma luta protagonizada pela classe trabalhadora, aliada às lutas contra todas as opressões! Como trabalhadoras, juntamente com todos os trabalhadores, temos um impacto neste sistema económico que depende da nossa força de trabalho em setores essenciais! Se ativarmos a solidariedade entre trabalhadores e oprimidos, em oposição à competitividade e individualismo promovidos pelo capitalismo, conseguiremos alcançar muitas mais vitórias.
A 31 de Outubro, os sindicatos belgas do setor dos transportes declararam recusar transportar armas destinadas a Israel, e, em particular, ao genocídio em Gaza. Desde então, outros seguiram o exemplo. Estivadores e sindicatos na Catalunha e em Génova, em Itália, travaram envios para Israel. Na Austrália, centenas de sindicalistas e manifestantes ocuparam portos e forçaram um navio Israelita a alterar a rota. Nos EUA e no Reino Unido, houve bloqueios vários a navios militares e fábricas de armamento, incluindo a INKAS, a BAE Systems e a Elbit Systems. As ações dos trabalhadores e da juventude contra o envio de armas a Israel e contra o massacre em Gaza são urgentes e devem ser generalizadas e intensificadas.
Todos os que lutam, incluindo BE e PCP, devem aprender com os erros da Geringonça, rejeitar a conciliação de classes, procurar unir-se numa única frente e constituir uma verdadeira alternativa política, em torno de um programa que parta dos interesses, reivindicações e lutas da classe trabalhadora e assuma uma ruptura com a lógica capitalista da necessidade de lucro e com as suas instituições. Esse programa deverá ser o exigível para a eventual viabilização de um futuro governo, mas também, e sobretudo, o mínimo por que não se abdicará de lutar no próximo período, com unidade e organização democrática, seja qual for o governo.
Há quarenta anos, Liverpool elegeu um conselho municipal socialista. Os vereadores e o movimento operário de Liverpool travaram uma batalha épica contra Margaret Thatcher, na qual foram invictos, até serem traídos pelo líder trabalhista Neil Kinnock e pelos líderes sindicais de direita. Mas o seu legado vive ainda hoje nas casas que construíram, nos parques que abriram e no espírito desafiante do povo da cidade.
Na noite de 8 para 9 de dezembro de 1987, um camião-cisterna israelita embateu contra um táxi que aguardava na fila para entrar em Gaza. Entre os quatro mortos encontravam-se três residentes de um campo de refugiados que, tal como 100.000 outros palestinianos, eram obrigados a fazer a viagem todos os dias para trabalhar em empregos de miséria em Israel. No dia seguinte, um jovem manifestante foi morto a tiro pelas forças israelitas. A revolta espalhar-se-ia como um incêndio.
O que tudo isso mostra é que há um grande potencial para um movimento anti-guerra multi-racial, multi-étnico e que cruza fronteiras. É apenas essa luta, a luta de massas lideradas pela classe trabalhadora de toda a região do médio oriente que pode realmente garantir a liberdade do povo palestiniano. O que estamos a ver é a mais alta expressão da barbaridade do sistema capitalista. Diante desse sistema de opressão e exploração não há nenhuma solução possível que possa garantir paz ou liberdade. É só com a derrota desse sistema, com o fim do capitalismo e a instalação de uma confederação socialista do Médio Oriente e baseada nos interesses da classe trabalhadora que podemos garantir a autodeterminação e a liberdade para todos.
A geração mais jovem tem mostrado um espírito de luta implacável e verdadeiramente inspirador, tomando a vanguarda no movimento pela justiça climática. Mas como envolver ativamente segmentos mais amplos da classe trabalhadora nesta luta pela justiça climática? Por toda a Europa, movimentos como Code Rouge e Extinction Rebellion têm-se unido às greves laborais.
Para organizar as lutas que, mais cedo do que tarde, a classe trabalhadora travará, precisamos de uma esquerda que esteja unida não apenas eleitoralmente, mas fundamentalmente nas lutas diárias da classe trabalhadora.
Nesse caminho, precisamos de construir uma Alternativa Socialista na Argentina, porque o próximo presidente aprofundará o modelo capitalista com o qual poucos ganham, os empresários que se estão a tornar mais milionários a cada dia, enquanto os trabalhadores estão mais pobres.
A ASI identificou a Guerra Fria entre o imperialismo estadunidense e chinês, que se afirmou como “o elemento mais importante das relações mundiais”. A guerra na Ucrânia, o aumento das tensões militares e a corrida armamentista, a economia e o comércio mundiais, as lutas de poder por influência e recursos, as crises políticas – tudo isso está agora entrelaçado com a Guerra Fria imperialista. É evidente que, em última instância, é a luta viva das forças de classe que decidirá o resultado desse processo complexo.