50 Anos da Revolução: parte 5 – Lições

Para levar a classe trabalhadora ao poder, um partido revolucionário tem a aprender com a Revolução portuguesa, entre outras coisas, a importância de defender as liberdades democráticas, avançar a luta socialista pelo controlo social da produção e organizar o poder proletário para a tomada de poder político.
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50 Anos da Revolução: parte 4 – Crise revolucionária

Privada das ferramentas habituais (controlo do Estado e das forças armadas e sabotagem económica) para travar a revolução, a burguesia foi salva pela política dos dirigentes dos partidos de massas de trabalhadores: PS e PCP. Isso tornou-se evidente na crise revolucionária que se desenrolou durante o resto de 1975, em particular no chamado Verão Quente de 1975. Nesse período o poder foi mais contestado que nunca, com o Estado cada vez mais dividido e incapaz de agir com determinação. Os trabalhadores também estavam divididos quanto à tomada do poder político, sem uma direção que os levasse a concluir sobre essa necessidade.
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50 Anos da Revolução: parte 3 – Avanços da revolução

A classe trabalhadora continuou a avançar na conquista do poder económico. Em Dezembro de 1974, no Alentejo e no Ribatejo, regiões onde dominava o grande latifúndio, os proprietários começaram a fechar os campos aos trabalhadores, para impedir a sementeira e trazer a fome, de forma a sabotar a revolução. Em resposta, o proletariado rural ocupou as terras para controlo dos empregos, dos salários e da produção agrícola, pondo em marcha a Reforma Agrária, ou seja, o início da concretização da reivindicação “A terra a quem a trabalha”, e aumentando a produção.
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50 Anos da Revolução: parte 2 – Começa a dualidade de poder

Logo no dia 26 de Abril de 1974, os moradores dos bairros de lata nas cinturas industriais de Lisboa, Setúbal e Porto começaram a organizar ocupações de casas vazias, um processo que se prolongou e se intensificou. A classe trabalhadora exigia o direito a habitação digna e tomou a iniciativa de resolver o problema pelas próprias mãos. Para organizar a luta pela habitação foram criadas comissões de moradores, os primeiros órgãos de poder proletário, que faziam assembleias regulares para discutir e decidir sobre a vida coletiva.
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50 Anos da Revolução: parte 1 – Queda do regime fascista

Apesar do MFA pedir aos civis para ficar em casa, no próprio dia 25 de Abril, ainda a rendição de Marcello não estava completa, as massas encheram as ruas de Lisboa em apoio aos militares revoltosos, trazendo consigo os famosos cravos e transformando o golpe no início duma revolução, um período em que são as massas que fazem a História.
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50 Anos da Revolução: A luta revolucionária da classe trabalhadora mostra como mudar a sociedade

Há 50 anos, a irrupção política dos trabalhadores e da juventude após o golpe militar de 25 de Abril pôs fim ao fascismo e ao colonialismo e originou uma revolução social. Como em 1974 e 1975, o socialismo é hoje uma necessidade objetiva face aos problemas concretos da barbárie capitalista e a Revolução portuguesa contém importantes lições para quem quer transformar a sociedade.
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50 Anos do Golpe no Chile e os Limites do Reformismo

O golpe de Pinochet teria sido impedido se toda a força dos explorados e oprimidos tivesse sido mobilizada por uma organização política com um programa capaz de substituir o capitalismo. Essa mobilização só é possível independentemente das instituições e partidos que defendem a manutenção do sistema. Essa é uma importante lição para as lutas de hoje em todo o mundo.
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