As sondagens mostram que uma nova formação de esquerda pode representar uma ameaça real para o Partido Trabalhista. 140.000 pessoas inscreveram-se nas primeiras 10 horas. A votação do Partido Trabalhista em 2017, sob a liderança de Corbyn, foi de mais 3,2 milhões de votos do que a “esmagadora” eleição de Starmer em 2024. Curiosamente, antes mesmo de ter sido formado, as sondagens indicam que entre 10 a 18% dos eleitores disseram que apoiariam o novo partido.
Mas o que era, afinal, a Política Militar Proletária? A capitulação em França revelou a incapacidade dos Estados-nação capitalistas de garantir o que os trabalhadores necessitavam: proteção contra invasões, ocupações e repressão fascista. Os capitalistas temem armas nas mãos da classe trabalhadora! Os revolucionários deveriam denunciar esta realidade e exigir o armamento da classe trabalhadora enquanto classe. Opondo-se tanto à guerra imperialista como ao pacifismo, a Quarta Internacional resistiu às pressões para declarar uma ‘trégua de classe’ durante a guerra.
Muitos factores económicos, políticos e sociais surgem e interagem entre si. Em qualquer momento, é fundamental avaliar e adaptar as perspectivas traçadas, pois são elas que orientam a ação revolucionária. Isto é ainda mais verdade no contexto de um acontecimento tão poderoso como uma guerra mundial. Pode ocorrer uma evolução fundamentalmente diferente da prevista, e agarrarmo-nos a perspectivas ultrapassadas é um erro pelo qual há sempre um preço elevado a pagar. Infelizmente, foi o que aconteceu com a Quarta Internacional.
Na parte 1 deste artigo, explicamos como a classe trabalhadora, na sua resistência à exploração, opressão e destruição capitalistas, formará muitos tipos de organizações. Aqui, na parte 2, explicaremos um pouco mais sobre o que é um verdadeiro partido revolucionário.
Se organizada e mobilizada, a classe trabalhadora pode derrubar o capitalismo; isso não deve ser posto em dúvida. Só não o pode fazer sem um partido e uma direção marxista, que se baseia nas lutas da classe trabalhadora e dos oprimidos.