Depois da vitória da Direita nas eleições autonómicas e municipais de 28 de Maio e da queda retumbante da Esquerda governamental, a maioria das sondagens apontava para uma vitória por maioria absoluta para a Direita nas eleições de 23 de Julho. No entanto, milhões de trabalhadores e jovens ergueram-se contra a possibilidade de um governo da direita e da extrema-direita do PP e do VOX, infligindo-lhes uma dura derrota eleitoral, da mesma forma que em Portugal foi infligida uma derrota à Direita nas eleições legislativas de 2022.
A nossa tarefa é apontar para a massificação das lutas, pautando um movimento construído de baixo para cima, construir um movimento independente do governo e confiar no potencial da classe trabalhadora.
O golpe de Pinochet teria sido impedido se toda a força dos explorados e oprimidos tivesse sido mobilizada por uma organização política com um programa capaz de substituir o capitalismo. Essa mobilização só é possível independentemente das instituições e partidos que defendem a manutenção do sistema. Essa é uma importante lição para as lutas de hoje em todo o mundo.
Organizada para marcar o 100º aniversário da fundação da Oposição de Esquerda, a Escola Mundial de Quadros deste ano reuniu mais de 220 pessoas de mais de 25 países em Leuven, na Bélgica – às quais se juntaram centenas de outras no zoom – para desenvolver a análise, as ideias, o programa e a luta para construir partidos revolucionários e fazer do “trotskismo – um movimento para a década de 2020”.
Os ataques às pensões e a política do presidente Macron e da primeira-ministra Borne não serão derrotados através de moções de censura e de referendos, mas através da luta!
Entre 30 de janeiro e 5 de fevereiro, mais de 100 delegados e convidados participaram do 13º Congresso Mundial da Alternativa Socialista Internacional. Os participantes vieram de mais de 30 países, de todos os continentes.